A lesão da articulação tarso-metatársica (Lisfranc) é frequentemente diagnosticada de forma tardia, o que prejudica o tratamento inicial.
Lesões desportivas, compressão axial do pé ou queda de objecto pesados sobre o dorso do pé devem levantar a suspeita desta lesão muito incapacitante.
A equimose plantar (esq.) deve ser pesquisada e caso presente deve prosseguir-se a investigação com TC ou Ressonância Magnética, caso contrário poderá passar despercebida, como na situação radiográfica à direita.
Este caso ilustra uma lesão da articulação de Lisfranc que foi diagnosticada como entorse simples durante 7 meses.
A incapacidade de realizar marcha prolongada, edema do pé e dor à palpação articular foram suficientes suspeitar desta lesão posteriormente confirmada pela TC.
Pelo tempo de evolução, optou-se pela artrodese da 2ª e 3ª tarso-metatársicas e intercuneiforme.
Esta abordagem permitiu a resolução álgica preservando a mobilidade completa do pé.
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