As fracturas do tornozelo são lesões frequentes. Dependendo do número de estruturas ligamentares e ósseas envolvidas, estas fracturas poderão ser instáveis e assim necessitarem de tratamento cirúrgico.
Embora as fracturas simples tenham um excelente prognóstico, lesões mais graves, como as representadas na imagem da esquerda, implicam uma avaliação cuidadosa, podendo apresentar lesões ocultas de cartilagem, ligamentos ou tendões, que poderão vir a necessitar de tratamento posterior.
A artroscopia é um aliado precioso no tratamento agudo destas lesões, permitindo diagnosticar lesões como instabilidade da sindesmose (imagem em cima) ou lesões de cartilagem (contusão da cartilagem articular na imagem em baixo), podendo assim realizar-se o tratamento destas lesões, que de outra forma passariam despercebidas.
Neste caso, a má redução da sindesmose, com a fixação do maléolo lateral demasiado posterior, impede que a parte anterior mais larga do astrágalo, possa entrar na pinça bimaleolar, originando um equino fixo, como se vê na imagem abaixo, sob anestesia.
Foi necessário reintervir para corrigir a redução da sindesmose, de modo a permitir a normalização da mobilidade e a recuperação de uma marcha sem limitações.
Nos doente diabéticos, fraturas agudas podem evoluir para neuroartropatias (pé de Charcot), situações que levam a grandes deformidades e dificuldade de fixação por má qualidade óssea.
Neste caso optou-se pela realização de uma artrodese por via artroscópica, assegurando a mínima agressão de partes moles e preservando a vascularização, o que permitiu obter uma recuperação mais célere.
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